sábado, 25 de setembro de 2010

L e C


Estava eu a tomar o meu café no local habitual com um amigo. Nada de mais, o costume, a nossa rotina. Ele foi embora, eu aproveitei para ficar mais um bocado a ver se estudava um pouco. Enquanto ouvia a minha música e escrevia a minha grande resposta olho muito repentinamente para o meu lado esquerdo. O mundo parou naquele instante, deixei de sentir, não reagi. Era realmente verdade, eles permaneciam ali, os dois, os dois homens da minha vida. Levantei-me, corri, abraçei, jurei nunca mais sair dali, dos braços deles. Deram-me beijinhos eternos, deram-me carinhos sem fim! O meu encanto era tanto que nem a uma pergunta lhes respondi, limitei-me a olhar-lhes nos olhos. As lágrimas cairam-me e tudo me pareceu um sonho. Depois de tudo, depois de uma vida quase eles sobreviviam e continuavam os mesmos homens, os mesmos seres incriveis e únicos na minha vida. Disseram-me vezes sem conta que estava linda e que não me queriam tão distantes. Nada disse, as lágrimas permaneciam num abraço infinito. Pedi imensas desculpas e jurei que tudo iria voltar. Disse-lhes que não amava ninguém como os amava e garanti contar-lhes sempre o meu maior segredo.
Já se fazia tarde, a noite deu sinal, a despedida estava cada vez mais perto, quis acreditar que não, que podia continuar ali, para sempre. Ninguém me conseguia tirar o sonho por que tanto esperei. Apertei-lhes as mãos e afastei-me, fechei os olhos, respirei e sorri. No meio do passeio não deixei ninguém passar, continuei exactamente como estava, e respondi a todas as perguntas que eles me tinham feito numa simples palavra: saudades. Não permaneci, não aguentei, virei costas e corri. Conseguiram apanhar-me, voltaram-me a abraçar e disseram não te vás embora, podemos ficar assim para sempre!

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