
Marés vivas o que se pode dizer? 19.30h quase pronta, preparada para desfrutar a noite. Tomei o meu café antes de sair de casa, um beijinho à minha mãe dei e um abraço à minha irmã. Parti na aventura. Estação de Ermesinde, tirar bilhete até Porto São Bento. Subir a batalha e autocarro Espírito Santo directo ao Marés. Como já era de esperar, tal iqual o ano passado o autocarro estava cheio, pareciamos sardinhas enlatadas. Chegada a Gaia 22.00h. A noite era para durar, um pézinho de dança para começar, uma cerveja na mão esquerda e o cigarro na mão direita. Tudo a correr às mil maravilhas. O primeiro dia nem era nada de especial, nada de interessante de bandas mas lá se estava. Definitivamente pelo convívio. Siga para um Caipirão, siga um chapéu, siga uma fita tmn, siga pulseiras. GNR começa a tocar, nós lá à frente sentiamos o calor das pessoas à nossa volta, alguma vibração. Juntamos-nos aos nossos amigos que lá estavam também e de repente algo se começa a sentir. ESTÁ A CHOVER. Não esperava na verdade e o que salvou o conserto foi sem dúvida aquela chuva que nos fez delirar e curtir ao máximo. Quinta-feira tinha passado, três da manhã estávamos nós a sair de Gaia. Para o segundo dia tinha as melhores expectativas, PLACEBO e DAVID FONSECA. Ia ser memorável. O percurso era igual, comboi e autocarro. Desta vez um pouco mais cedo, 18.30h na Estação. Eram 21.00h e nós em Gaia. Como sempre uma cerveja para começar e um grupo para animar. Outro pézinho de dança, outra animação neste segundo dia, com mais pessoas connosco. Em David Fonseca estavamos lá bem à frente, do lado esquerdo do palco na primeira fila dizem até que aparecemos na televisão. Foi lindoooo, cantou ABBA e dedicou às raparigas que lá estavam. Placebo, o melhor que podia ter havido. Cantou todas as músicas que eu queria e todas aquelas que eu não queria. A meio do concerto ele para e diz para não fazerem MOCHE porque lhe partia o coração: "fuck my heart". Como sempre cantou uma música dos NIRVANA que nos causou instabilidade emocional. Conhecemos nesse dia várias pessoas simpáticas e agradáveis. Uma delas até quis partilhar uma sangria comigo pois eu não conseguia sair do belo sitio onde estava para ir buscar de beber. Superou as minhas expectativas todas, totalmente. Quatro da manhã estava eu a subir as escadas do meu prédio. Mais um dia tinha passado, uma Sexta-feira para recordar. Sábado estava prestes a chegar e tanto como dEUS, como Editors, como Ben Harper me fascinavam. Chegamos a Gaia às 20.15h toca a ir para o festival. O último dia não nos deixava triste, iriamos aproveitar ao máximo, não tinha dúvidas. Assim o foi, comemos e fomos ver dEUS, encantador. Em Editors os rapazes de Coimbra estavam mesmo à minha frente e claro um deles começou a falar para mim, muito naturalmente pois um amigo dele estava a ir para cima de mim devido ao seu estado. Falamos e conheci também os amigos dele. Curtimos o concerto todos juntos apesar dos choques electricos que o piano estava a causar. Em Ben Harper sentei-me no chão porque já não aguentava dos meus pés e um rapaz virou-se para mim assim é que vais curtir o concerto e eu virei-me eles não querem ir para a frente por isso sentei-me. Claro era impossivel não levar com pontapés e com pessoas a cair em cima de mim, desculpa para aqui, desculpa para ali. Levantei-me e não resisti em saltar porque Ben Harper é Ben Harper, uma bebida aqui uma bebida ali. Lá se conseguiu ver o concerto. Ahm já me esquecia, fomos à barraca do guitar hero no segundo e no terceiro dia, no segundo fizemos 98% e no terceiro fizemos 88%! E chegou ao fim, o festival tinha acabado. Ainda tive de andar bastante até chegar ao carro, já com os pés que não podia. Chegada a casa quatro e meia da madrugada. Pronta para sonhar e relembrar os optimos momentos que passei durante aqueles três dias mais que inacreditáveis, reais, bem reais. FOI LINDO!
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