sábado, 3 de abril de 2010

love


És o meu olhar, és o meu ser, és a minha alma. Respiro o teu ar, respiro o teu coração e muitas vezes o teu sangue. Gritas, berras e choras vezes sem conta. Abraças-me como se fosse o último dia que nos encontramos. Brincas com o meu coração, dizendo imensas das vezes, és minha. Soltas uma gargalhada simples, fechas os olhos e pensas só para ti, sou feliz. Toco à porta, abres a janela e mal me vês desces as escadas. Bia, vieste, outra vez. Sim meu amor, voltei. Um beijo levas e ficas todo contente. Vamos para cima, hoje sou eu que trato de ti. Vasco, ainda não foste tomar banho, Vasco ainda não foste vestir o pijama, Vasco olha a roupa no chão, Vasco calça as meias, Vasco, ... Torno-me chata, diz-me isso quando se zanga comigo. Agora ver-me de castanho, diz que me fica bem. Gosta que o leve a passear, dá-mos voltas ao Mundo, só nós, os dois. Digo-lhe ao ouvido: meu amor, nunca tenhas medo do amor. Ele responde-me: eu não, eu gosto muito de amar. Fico ali, sem saber o que dizer, continuo a andar. Que queres fazer hoje? Hoje Bia, quero ouvir-te, quero saber como anda esse coração. Oh, ele anda sozinho. Anda Bia, anda, vamos dar o nosso passeio e tu contas-me tudo. Está bem.
São horas do jantar, o telemóvel toca. Perdi a noção das horas. Mais um dia, mais uma história, mais um desabafo, mais uma alegria. Ele é a minha folha de papel quando não há caneta, ele é a caneta quando não há folha de papel. Partilho, é muitas das vezes a salvação dos meus problemas. Os olhos dele ditam as respostas, conseguem transmitir muito sentimento. Porque pode nem perceber, nem sequer dizer uma palavra mas ouve, ouve com tudo, não só com os ouvidos mas também com o coração.

Sem comentários:

Enviar um comentário