Hoje acordei com duas mensagens tuas, a dizer o quê isso não importa, só nos cabe a nós saber. Tenho a perfeita noção que nada irá voltar e que nada nos vai voltar a juntar. Sim, sinto tudo quando te vejo, sinto a boa pessoa que és. Eu contigo estou segura daquilo que digo e aquilo que faço. Não sei o porquê desta incerteza de avançar com a minha vida, talvez porque as memórias são seres que navegam no meu corpo e principalmente no meu coração. És feito para música tal como eu, és feito dela tal como eu. Sempre partilhamos o nosso gosto por ela. Ainda me lembro das vezes em que tocavas guitarra e cantavas para mim eu chorava, chorava muito. Por momentos sonhava que estava contigo noutro lugar qualquer sem ser naquelas quatro paredes. Ainda me lembro dos riscos que corriamos quando não tinhamos cabeça e faziamos tudo, ali, com toda a gente ao lado. Ainda me lembro dos nossos encontros, chegavas sempre primeiro e ficavas sempre à minha espera mais de 10 minutos porque eu gostava que ficasses à espera. Ainda me lembro da nossa ida a Lisboa, de estarmos, eu, tu e a Inês num quarto. Ela tinha acabado de tomar banho e eu fui a seguir, sai de toalha a cobrir o meu corpo e tu ainda estavas lá. Comecei a gritar, agarraste-me e disseste tem calma, com um beijo. Ainda me lembro de Esposende, o teu quarto era por baixo do meu e nós atirávamos comida para o vosso quarto. Quando entraram pelo nosso quarto a dentro e eu tirei a camisola à vossa frente, de ti e do Serginho. Ainda me lembro de andar de mão dada contigo e se meterem no meio vezes sem conta a dizer "que pouca vergonha é esta". Ainda me lembro se seres careca com esses olhos azuis sempre sempre com a mania das grandezas. Sempre foste grande, em tudo. Os anos foram passando e nunca mais houve esta intimidade, nunca mais houve este poder de confiança e de amizade. Porque sempre fomos os melhores amigos, sempre fomos leais. Digo-te, não há muita gente como nós, que depois de uma relação, fique amigos. Amigos que podes confiar para sempre. Tenho saudades, muitas mas tenho a perfeita noção que como estamos, estamos bem. Quem quiser, no futuro, sabe que pode conseguir aquilo que conseguimos, contigo. É verdade, só não tem quem não quer. És grande, muito grande. E como sempre, amo-te.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
(:
Hoje acordei com duas mensagens tuas, a dizer o quê isso não importa, só nos cabe a nós saber. Tenho a perfeita noção que nada irá voltar e que nada nos vai voltar a juntar. Sim, sinto tudo quando te vejo, sinto a boa pessoa que és. Eu contigo estou segura daquilo que digo e aquilo que faço. Não sei o porquê desta incerteza de avançar com a minha vida, talvez porque as memórias são seres que navegam no meu corpo e principalmente no meu coração. És feito para música tal como eu, és feito dela tal como eu. Sempre partilhamos o nosso gosto por ela. Ainda me lembro das vezes em que tocavas guitarra e cantavas para mim eu chorava, chorava muito. Por momentos sonhava que estava contigo noutro lugar qualquer sem ser naquelas quatro paredes. Ainda me lembro dos riscos que corriamos quando não tinhamos cabeça e faziamos tudo, ali, com toda a gente ao lado. Ainda me lembro dos nossos encontros, chegavas sempre primeiro e ficavas sempre à minha espera mais de 10 minutos porque eu gostava que ficasses à espera. Ainda me lembro da nossa ida a Lisboa, de estarmos, eu, tu e a Inês num quarto. Ela tinha acabado de tomar banho e eu fui a seguir, sai de toalha a cobrir o meu corpo e tu ainda estavas lá. Comecei a gritar, agarraste-me e disseste tem calma, com um beijo. Ainda me lembro de Esposende, o teu quarto era por baixo do meu e nós atirávamos comida para o vosso quarto. Quando entraram pelo nosso quarto a dentro e eu tirei a camisola à vossa frente, de ti e do Serginho. Ainda me lembro de andar de mão dada contigo e se meterem no meio vezes sem conta a dizer "que pouca vergonha é esta". Ainda me lembro se seres careca com esses olhos azuis sempre sempre com a mania das grandezas. Sempre foste grande, em tudo. Os anos foram passando e nunca mais houve esta intimidade, nunca mais houve este poder de confiança e de amizade. Porque sempre fomos os melhores amigos, sempre fomos leais. Digo-te, não há muita gente como nós, que depois de uma relação, fique amigos. Amigos que podes confiar para sempre. Tenho saudades, muitas mas tenho a perfeita noção que como estamos, estamos bem. Quem quiser, no futuro, sabe que pode conseguir aquilo que conseguimos, contigo. É verdade, só não tem quem não quer. És grande, muito grande. E como sempre, amo-te.
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